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Uso de anticoncepcional está relacionado com o aumento do câncer de mama

15 de Dezembro de 2017

Pesquisadores da Universidade de Copenhague, analisaram dados de quase 2 milhões de mulheres dinamarquesas e concluíram que o uso da “pílula” está relacionado a uma maior probabilidade de desenvolvimento de câncer de mama. No Brasil, cerca de 61% das mulheres utilizam o método diariamente.

No Brasil, o método contraceptivo hormonal mais utilizado é a pílula: 61,6% das mulheres tomam a pílula diariamente, normalmente para prevenir uma gravidez indesejada. O método é de uso simples e de fácil acesso. Com uma eficácia de 99,9% (se utilizado da forma correta), ele ainda pode ajudar muitas mulheres que sofrem com cólicas menstruais, sangramentos excessivos, e reduzir riscos de câncer do ovário e endométrio. Mesmo com tantos benefícios, um estudo recente vem reafirmar que o anticoncepcional não é tão seguro assim, relacionando-o a uma maior probabilidade de desenvolvimento de câncer de mama.

O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Copenhague, Dinamarca, a partir de dados coletados de cerca de 1,8 milhão de mulheres dinamarquesas, com idade entre 15 e 50 anos. Os pesquisadores concluíram que o risco está intimamente relacionado com o tempo de uso do contraceptivo: menos de um ano, o risco de desenvolvimento de câncer de mama foi de aproximadamente 9%. Quando o uso foi por mais de uma década, o risco aumentou para 38%. Para as mulheres que haviam usado por cerca de 5 anos, após a interrupção do uso, surgiu um pequeno risco (significativo). Além disso, a idade da mulher também deve ser levada em consideração. A maior parte dos registros de câncer de mama, foram observados em mulheres a partir de 40 anos, que utilizavam anticoncepcional.

O que a pesquisa sugere, Jubilut?

Ainda que reformulados, sem a carga hormonal que possuíam há alguns anos atrás, os contraceptivos baseados em hormônios, podem aumentar o risco do câncer de mama. Em contrapartida, seu uso está relacionado, também, a reduções nos riscos do câncer de endométrio e coloretal. De qualquer modo, não se apavore. Converse com seu médico, esclareça sua preocupação e decidam, juntos, qual a melhor alternativa para cuidar da sua saúde!

Este tipo de estudo deve fornecer subsídio para que as indústrias farmacêuticas invistam em anticoncepcionais livres de riscos e efeitos colaterais, ou para o desenvolvimento de métodos contraceptivos masculinos que sejam efetivos. Se não for possível utilizar a pílula, os médicos indicam a instalação do DIU, que parece oferecer menos riscos que as pílulas.

“Entre mortos e feridos” o uso de preservativos – camisinha – ainda é o mais indicado, barato (pode ser retirada em postos de saúde) e que ainda evita as DSTs.

Fonte: The New England Jornal of Medicine




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