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É possível ser saudável sendo vegetariano/ vegano?

21 de Maio de 2018

Muita gente AINDA acredita que não! Uma alimentação sem carnes e/ou sem laticínios, além de ser considerada saudável, é reconhecida pelo Ministério da Saúde desde 2014, e cada vez mais vem ganhando adeptos no Brasil e no mundo. Conheça cada uma das dietas disponíveis atualmente e saiba seus benefícios! Tá pensando em se tornar vegetariano/ vegano? Não deixe de ler

Cuidar da alimentação é mais do que importante! Saber escolher e combinar corretamente os alimentos e prepará-los da maneira correta, para que não percam suas propriedades nutricionais, deve ser um hábito diário que garante nosso bem-estar e saúde. Nos últimos anos, movimentos de pessoas que passaram a “restringir” sua alimentação, vêm ganhando força e adeptos por todo o mundo. Restringir em partes, já que dietas veganas e vegetarianas, sejam elas por motivos sociais ou associados à saúde, abrem uma nova gama de possibilidades alimentares, muitas vezes não pensadas anteriormente. Destacamos que parar de ingerir um tipo de alimento, como carne, não é prejudicial à saúde como você pode pensar, e ainda pode trazer muitos benefícios, desde que as combinações de alimentos sejam feitas da maneira correta.

Um levantamento realizado pelo Ibope, Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, mostrou que 14% dos brasileiros com mais de 16 anos se declaram vegetarianos por conta de preocupações com o meio ambiente, saúde ou exploração animal. Para adultos com idade entre 18 e 75 anos, a tendência alimentar passou de 8% (em 2012) para 12% (2017), e os números devem continuar crescendo. Vegetarianos deixaram de ser taxados de hippies e comedores de alface e são considerados pessoas saudáveis, em busca do bem-estar e do equilíbrio do planeta e das demais espécies que vivem nele. Um estudo recente, inclusive, demonstrou que a vitamina B12, componente que vegetarianos tem propensão à deficiência por não consumirem produtos de origem animal (ricos em B12), está presente em grandes quantidades em agriões, apesar das plantas não produzirem e nem precisarem deste nutriente para a sua sobrevivência.

O que é ser vegetariano e vegano?

Vegetarianismo é excluir da alimentação qualquer tipo de carne: de boi, de porco, de frango, de peixe, tudo! Ele pode ser classificado de algumas formas:

Ovolactovegetarianismo: utiliza ovos, leite e laticínios na sua alimentação.

Lactovegetarianismo: utiliza leite e laticínios na sua alimentação.

Ovovegetarianismo: utiliza ovos na sua alimentação.

Existem ainda os veganos, que não consomem qualquer tipo de produto que gere exploração e/ou sofrimento animal na sua alimentação/ forma de vida. Ovo, mel, couro, são abolidos por pessoas que aderem este estilo de vida. No segundo país que mais consome carne no mundo, os Estados Unidos, o veganismo cresceu 600% nos últimos 3 anos, e passou a fazer parte da dieta de 6% da populações, segundo estatísticas de 2017! O número de adeptos aumentou também em Portugal, na Ásia, na Austrália, no Brasil e em outros tantos países. Estima-se que no Brasil, pelo menos 5 milhões de pessoas declaram-se veganas, escolha que hoje deixou de ser moda e já é considerada uma tendência. Empresas que oferecem esfirras, pastéis, quibes, hambúrgueres, feitos a partir de palmito, legumes e verduras, são comuns nos dias de hoje e vem crescendo cerca de 30 a 40% anualmente!

Por que se tornar vegetariano/ vegano?

Questão ética: este é o principal pilar do vegetarianismo. Somente no Brasil, mais de 10 mil animais terrestres são abatidos por minuto. Uma escolha vegetariana não compactua com a exploração, o confinamento e o abate destes animais, que têm capacidade cognitiva complexa, e são capazes de sofrer.

Questão ambiental: a pecuária é a maior responsável pela erosão dos solos e contaminação de aquíferos no mundo. Cerca de 14,5% das emissões de gases do efeito estufa vindos de atividades humanas, são da pecuária. Além disso, enormes áreas são desmatadas para abrir espaço para pastagens, ou para o cultivo de milho e farelo de soja, amplamente utilizados como ração para animais em fazendas e granjas.

Questão de saúde: uma maior utilização de produtos de origem vegetal e uma restrição de produtos de origem animal, podem trazer inúmeros benefícios para a saúde. O consumo de carnes está relacionado a um maior risco aumento de desenvolvimento de doenças crônicas e degenerativas, e de alguns tipos de câncer.

Questão social: além de degradar o meio ambiente, a pecuária faz com que muitos alimentos sejam desperdiçados, já que para produzir apenas 1 quilo de proteína de origem animal, são utilizados de 2 a 10 quilos de proteína vegetal. Cerca de 1 bilhão de pessoas passam fome no mundo, e mesmo assim continuamos desperdiçando alimentos desta forma.

Infelizmente, muitos profissionais da saúde não tem um preparo adequado para orientar pessoas veganas e vegetarianas, com receio de que a restrição alimentar possa ser desvantajosa. Deixar de comer produtos de origem animal é uma decisão pessoal que deve ser mais do que respeitada!

Como começar?

Para tirar todas as dúvidas da população em relação ao assunto, em 2014 o Ministério da Saúde atualizou o conteúdo do Guia Alimentar Para a População Brasileira, que além de ter sido distribuído em escolas e hospitais, foi disponibilizado de forma gratuita na internet. Na nova versão do material, foram incluídos os tipos de alimentação sem produtos de origem animal e seus benefícios. O Guia afirma que embora produtos de origem animal sejam boas fontes nutricionais, eles podem ser grandes colaboradores para a obesidade, doenças do coração e para outras doenças crônicas.

Existe uma iniciativa chamada Campanha Segunda Sem Carne. Como segunda-feira é o dia ideal para mudanças e tomadas de decisões, existem 35 países (incluindo o Brasil), que tiram as carnes dos seus pratos uma vez na semana, e descobrem novos alimentos e sabores. A iniciativa busca ajudar quem quer mudar seus hábitos aos poucos, além de incentivar uma cultura saudável e vegetariana em escolas do mundo e do Brasil.

O vegetarianismo promove muitos benefícios e, se feito da maneira correta, não deixa a dieta carente em nutrientes. Alimentando-se de forma equilibrada, é possível viver sem carne e sem derivados de animais, utilizando eles apenas como nossos companheiros de vida!

Fonte: Ministério da Saúde, Segunda sem carne, Sociedade Brasileira Vegana




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