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Entenda seu hemograma e a função das células sanguíneas!

10 de Dezembro de 2018

Quem nunca pegou um exame de sangue e ficou sem entender os seus resultados? Através de um hemograma é possível investigar diversas doenças e entender o estado de saúde de um paciente. Quer aprender a interpretar os seus resultados sem dificuldades? Confira o texto que preparamos!

Seja como exame de rotina ou para investigar a possível causa de um sintoma, o exame de sangue – denominado hemograma – é uma importante ferramenta para quantificação das células sanguíneas e avaliação do estado de saúde de um paciente.

Hemácias, leucócitos, eosinófilos, basófilos, plaquetas... Cada um destes nomes representa um tipo de célula sanguínea, quantificadas a partir da amostra de sangue coletada. As células sanguíneas derivam da proliferação e diferenciação de células-tronco da medula óssea, em um processo chamado hematopoiese.

células sanguíneas

As células sanguíneas derivam da medula óssea e diferenciam-se em vários subtipos, com diferentes funções no organismo. Imagem: Ministério da Educação.

Este processo persiste por toda a vida do indivíduo, e, a cada dia, cerca de 2.5 bilhões de novos eritrócitos são produzidos, por exemplo. A produção de eritrócitos e demais células sanguíneas podem variar, porém, de acordo com o estado de saúde em que a pessoa se encontra.

Mas, afinal, qual a função de cada célula sanguínea? As células sanguíneas podem ser divididas em três grupos principais: os glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos), os glóbulos brancos (leucócitos) e as plaquetas.

Os glóbulos vermelhos transportam oxigênio por todo o organismo. O eritrograma analisa os valores obtidos para glóbulos vermelhos em conjunto com a quantificação de hemoglobinas (proteínas encontradas nas hemácias) e o hematócrito (percentual de sangue ocupado por hemácias). Os valores obtidos no eritrograma podem indicar anemia ou policitemia. Ao contrário da anemia, a policitemia é o excesso de glóbulos vermelhos, que resulta em um aumento na viscosidade sanguínea, podendo provocar, dentre outros sintomas, o infarto.

A segunda parte de um exame sanguíneo é o leucograma, que quantifica os glóbulos brancos encontrados na amostra. Os glóbulos brancos são um grupo diverso de células com funções diferenciadas no sistema imune. Os neutrófilos são o tipo mais comum, responsáveis pelo combate a bactérias. Um número aumentado de neutrófilos indica, portanto, uma possível infecção bacteriana no paciente.

Os linfócitos são outro tipo de leucócitos analisados no hemograma. Estes possuem a função principal de reconhecimento de potenciais invasores, identificando partículas virais, por exemplo, e “informando” as demais células do sistema imune sobre a invasão. O vírus HIV, por exemplo, ataca especialmente este tipo celular, tornando o paciente mais suscetível a infecções. Um paciente com o vírus HIV, portanto, pode ter sua produção de linfócitos prejudicada, e isto pode ser observado na quantificação de células do exame.

Monócitos, eosinófilos e basófilos são outros tipos de glóbulos brancos. Estes são encontrados em menor concentração, mas também possuem importantes funções para nosso organismo. Monócitos são ativados durante infecções virais ou bacterianas, “atacando” os organismos invasores. Eosinófilos participam do combate de parasitas e, assim como os basófilos, são ativados durante processos alérgicos.

Por fim, os exames sanguíneos também costumam quantificar a concentração de plaquetas nas amostras. As plaquetas participam do processo de coagulação do sangue. Um paciente com baixo número de plaquetas (trombocitopenia) pode apresentar dificuldades de coagulação, havendo, portanto, maior risco de hemorragias em caso de acidentes graves ou até mesmo pequenos rompimentos de vasos.

células sanguíneas

Sangue humano com hemácias (vermelho), linfócitos T (laranja) e plaquetas (verde). Imagem: Zeiss Microscopy.

Devemos lembrar sempre que os resultados encontrados em um hemograma são apenas indicativos do estado de saúde do indivíduo. Além disso, as quantificações de um tipo sanguíneo devem ser analisadas em conjunto com todos os demais, por isso a necessidade de se levar o resultado do exame a um médico ou profissional competente para realizar a análise do exame como um todo, comparando todos os parâmetros para um correto diagnóstico.

Fonte: National Institutes of Health.


 

Fiquem ligados, pois este assunto pode aparecer na sua prova de Biologia do ENEM e demais vestibulares. Veja abaixo uma questão que caiu na prova da UNESP de 2014.

 

Três pacientes recorreram a um laboratório de análises clínicas para fazer um hemograma, exame que registra informações sobre os componentes celulares do sangue. O paciente 1, bastante pálido, apresentava cansaço constante; o paciente 2 era portador do vírus HIV e apresentava baixa imunidade; o paciente 3 trazia relatos de sangramentos por causa ainda a ser investigada.

As fichas de registro, A, B e C, apresentam alguns resultados dos exames desses três pacientes.

É correto afirmar que as fichas A, B e C correspondem, respectivamente, aos pacientes

a) 3, 1 e 2.   

b) 1, 3 e 2.   

c) 2, 3 e 1.   

d) 1, 2 e 3.   

e) 2, 1 e 3.   

 

Resposta: alternativa c. A ficha A corresponde ao paciente 2, porque indivíduos com baixa imunidade apresentam baixa contagem de leucócitos. A ficha B corresponde ao paciente 3, pois um quadro hemorrágico pode ser devido à deficiência sanguínea de plaquetas. A ficha C é do paciente 1. A anemia, nesse caso, é causada pelo número baixo de eritrócitos (glóbulos vermelhos).

 

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