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A problemática da introdução de espécies exóticas invasoras

16 de Outubro de 2018

A introdução de espécies exóticas invasoras é a segunda maior causa de perda de biodiversidade no mundo. Somente no último ano, o assunto foi cobrado em 3 provas de vestibulares do País e no ENEM. Estar por dentro desse assunto é fundamental para detonar na sua prova deste ano! 

Ficando atrás somente do desmatamento, a introdução de espécies exóticas invasoras é a segunda maior causa de perda de biodiversidade no mundo. Bom, mas você sabe o que são consideradas espécies exóticas invasoras? Espécie exótica é todo indivíduo que pode ser encontrado fora de sua distribuição natural. Quando a espécie passa a ser considerada também invasora, significa que ela ameaça ecossistemas, habitats e outras espécies. Na maioria das vezes elas não encontram competidores e predadores, o que facilita a sua ocupação e dispersão, ameaçando as espécies nativas, principalmente em ambientes já degradados.

Além de perdas na biodiversidade, a introdução de espécies exóticas invasoras causa perdas também na economia e na saúde, podendo gerar impactos sociais e culturais. A introdução delas em diferentes ambientes pode ser acidental ou intencional. O mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei), por exemplo, foi introduzido em diferentes ambientes através da água de lastro de navios – água que é recolhida do mar e armazenada no tanque dos navios para dar estabilidade às embarcações –, portanto de forma acidental. Já o caramujo-africano (Achatina fulica) e o javali (Sus scrofa), foram introduzidos por motivos econômicos – de forma intencional – e acabaram causando efeitos contrários - já que são vetores de doenças causam danos à agricultura (respectivamente).

O caramujo-africano (Achatina fulica) é uma das espécies exóticas invasoras mais conhecidas do Brasil, é considerado uma praga urbana e pode ser vetor de doenças. Crédito: Judith Lienert | Shutterstock

Pode parecer um assunto atual, mas esta não é uma discussão tão recente assim... Em 1992, foi assinada a Convenção Internacional sobre Diversidade Biológica (CDB) por 190 países, que estabelece em um dos itens que é “fundamental prevenir introduções, controlar e erradicar espécies exóticas que ameaçam ecossistemas, habitats ou espécies”. Estima-se que cerca de 480 mil espécies exóticas já foram introduzidas em diferentes ecossistemas ao redor do mundo. Desse número, cerca de 20 a 30% são consideradas pragas e são responsáveis por causar problemas no meio ambiente.

Ações para prevenir, monitorar, controlar e erradicar são grandes desafios para o controle destas espécies. O fundamental aqui é prevenir e detectar a invasão biológica, o quanto antes, para que técnicas com baixo custo-benefício possam ser aplicadas, buscando a redução do impacto ambiental.  O controle das espécies invasoras deve envolver políticas públicas, incluindo esforços de educação – educação ambiental é um ponto importantíssimo a ser discutido – e a capacitação de pessoas. Cabe ressaltar que apenas uma pequena porcentagem das espécies introduzidas torna-se invasora, ainda assim, estima-se que a introdução destas espécies a novos ambientes possa causar a extinção da metade dos mamíferos que hoje habitam o planeta, já que promove a mistura e a simplificação da biota (conjunto de seres vivos de um determinado local) do mundo.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente, Secretaria do Meio Ambiente.


 

Fique ligado! Questões sobre este assunto podem aparecer no ENEM e demais vestibulares. Veja abaixo uma questão que caiu na prova do último ano:

Um pesquisador investigou o papel da predação por peixes na densidade e tamanho das presas, como possível controle de populações de espécies exóticas em costões rochosos. No experimento colocou uma tela sobre uma área da comunidade, impedindo o acesso dos peixes ao alimento, e comparou o resultado com uma área adjacente na qual os peixes tinham acesso livre.

O quadro apresenta os resultados encontrados após 15 dias de experimento.

O pesquisador concluiu corretamente que os peixes controlam a densidade dos (as)

a) algas, estimulando seu crescimento.   

b) cracas, predando especialmente animais pequenos.   

c) mexilhões, predando especialmente animais pequenos.   

d) quatro espécies testadas, predando indivíduos pequenos.   

e) ascídias, apesar de não representarem os menores organismos.    

 

 

Resposta: alternativa c. Os dados da tabela revelam que os peixes se alimentam, preferencialmente, de mexilhões pequenos. Na área desprotegida pela tela, a densidade dos mexilhões diminuiu, mas os sobreviventes apresentam tamanho maior. 




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