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Novidades no desenvolvimento de anticoncepcionais masculinos!

18 de Maio de 2016

As pílulas anticoncepcionais e a camisinha têm sido, por muitos anos, os métodos contraceptivos mais utilizados em todo o mundo. Como qualquer outro método, estes também possuem suas vantagens e desvantagens, de modo que novos métodos são desenvolvidos e testados por laboratórios em todo o mundo.

A camisinha, por exemplo, possui a grande vantagem de também proteger contra doenças sexualmente transmissíveis. Porém, além de não ser considerada confortável por todos os seus usuários, os riscos de falha em decorrência do mau uso ou do uso de camisinhas defeituosas pode chegar a 10% dos casos.

As pílulas anticoncepcionais representaram uma revolução na vida de mulheres de todo o mundo, pois seu uso torna possível a independência destas mulheres, que passam a ter controle sobre sua fertilidade, podendo escolher o momento mais propício para iniciar uma gravidez.

Porém, assim como a camisinha, estas também possuem uma taxa de eficácia em torno de 90%. Além disso, muitas mulheres não podem fazer uso deste tipo de anticoncepcional, seja devido à supersensibilidade aos seus efeitos colaterais, ou à propensão ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

camisinha_pílulas

Apesar de serem importantes métodos contraceptivos, a camisinha e as pílulas anticoncepcionais apesentam uma taxa de falha de aproximadamente 10%. Imagens: Free images.

Pensando nisso, diversos grupos de pesquisa têm estudado novos métodos contraceptivos, desenvolvidos especialmente para o uso masculino. A grande dificuldade encontrada por estes pesquisadores geralmente encontra-se no fato de que a grande maioria dos medicamentos testados até resultam em uma diminuição irreversível na produção de espermatozoides.

O gossipol, por exemplo, é um composto extraído de uma espécie de algodão (Gossypium herbaceum) que tem sido muito estudado como contraceptivo masculino. Apesar de apresentar bons resultados na redução de espermatozoides, seus efeitos podem ser irreversíveis ou potencialmente tóxicos em até 20% dos casos.

Outro composto muito estudado é o vasalgelTM, um contraceptivo não hormonal com ação duradoura porém reversível. Este composto age de forma similar a uma vasectomia, impedindo que os espermatozoides consigam passar pelos vasos deferentes. O grande problema deste método, porém, é que o composto deve ser aplicado via injeção diretamente nos vasos, o que dificulta a aceitação dos homens em relação à técnica.

vasalgel_funcionamento

Similar a uma vasectomia, o VasalgelTM age impedindo que os espermatozoides ultrapassem os vasos deferentes. Imagem traduzida de: Parsemus Foundation.

Agora, pesquisadores da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, descobriram uma novidade que pode abrir portas para novos métodos de contracepção masculina. Eles encontraram uma enzima que pode ser utilizada como condutora de medicamentos anticoncepcionais.

A enzima em questão é encontrada exclusivamente na espermátides – as células que dão origem aos espermatozoides. Agora, os pesquisadores esperam realizar testes para a inibição da função desta enzima, reduzindo a motilidade dos espermatozoides. Caso os experimentos apresentem resultados positivos, esta pode vir a tornar-se uma nova técnica de contracepção masculina, reversível e com poucos efeitos colaterais.

Fonte: University of Virginia.


 

Reprodução humana e métodos contraceptivos são temas que podem aparecer na sua prova de Biologia do ENEM e demais vestibulares. Portanto, esteja preparado! Veja abaixo esta questão que caiu na prova da UNESP.

 

Considere a tabela seguinte, que contém diversas formas de contraceptivos humanos e três modos de ação.

A relação entre tipos de contraceptivos e os três modos de ação está correta em

a) I, apenas.   

b) I e II, apenas.   

c) I e III, apenas.   

d) III e IV, apenas.   

e) III e V, apenas.   

 

Resposta: alternativa c. (II) Falsa: O coito interrompido não impede a gravidez porque o líquido que lubrifica a uretra contém espermatozoides funcionais que podem avançar pelo útero e fecundar um ovócito na tuba uterina. (IV) Falsa: O DIU é um dispositivo capaz de liberar substâncias espermicidas no interior do útero e dificultar a implantação do embrião no endométrio uterino.

 

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