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Por que alguns gêmeos são iguais e outros diferentes?

10 de Setembro de 2018

Por que alguns gêmeos são iguais e outros são pouco parecidos, mas também são gêmeos? Será que possuem o mesmo DNA? Se são iguais, por que podem ter sexos diferentes? Ou melhor, se são gêmeos, por que podem ser tão diferentes um do outro? São sempre do mesmo pai? A maioria dessas perguntas podem ser respondidas se soubermos o que são gêmeos monozigóticos e dizigóticos. Vamos lá?!

Gêmeos sempre provocam curiosidade... Alguns são iguais, outros são bem pouco parecidos, mas são gêmeos também. Por que será que isso acontece? Será que possuem o mesmo DNA? Se são iguais, por que podem ter sexos diferentes? Ou melhor, se são gêmeos, por que podem ser tão diferentes um do outro? São sempre do mesmo pai? O assunto é sempre rodeado de dúvidas que podem ser respondidas se entendermos o que são gêmeos monozigóticos ou dizigóticos.

Os gêmeos que são “iguais” são os monozigóticos, também chamados de idênticos ou univitelinos. Eles recebem esse nome porque se originam a partir de um único zigoto (célula resultante da união do óvulo com o espermatozoide). Em gêmeos monozigóticos, o zigoto divide-se em duas partes iguais, sendo que cada uma delas vai originar um bebê. Esses gêmeos, por serem idênticos, pertencem ao mesmo sexo, possuem o mesmo genoma (código que contém nossa informação genética), mas apresentam diferenças físicas e mentais resultantes do desenvolvimento de cada um. Quer saber o mais curioso? Apesar de serem idênticos, eles possuem impressões digitais diferentes. As digitais são formadas a partir do contato com o ambiente no útero materno. Como os bebês não ocupam um mesmo local, eles possuem impressões digitais diferentes!

Por sua vez, os gêmeos dizigóticos, também chamados de fraternos ou bivitelinos, são resultado da fertilização de dois ovócitos e dois espermatozoides. Eles compartilham até 50% da informação genética, e podem ou não ter o mesmo sexo e o mesmo fator sanguíneo. Durante a gestação da mãe, eles permanecem em bolsas amnióticas separadas, mas há casos em que devido à proximidade dos irmãos, as placentas se fundem como se fossem uma só. A maioria dos gêmeos bivitelinos se desenvolve a partir de ovócitos fecundados na mesma ocasião, mas como em toda regra há uma exceção, há ocasiões em que o segundo ovócito pode ser fecundado até 2 dias depois do primeiro. Por conta disso, ainda que os casos sejam raros, gêmeos bivitelinos podem ter pais e características diferentes.

A reprodução assistida (quando as mulheres fazem tratamento para engravidar) fez crescer o número de casos de gêmeos em todo o mundo. Na técnica, são implantados 3 ou 4 embriões para aumentar o sucesso do tratamento, já que em alguns casos os embriões podem não se desenvolver naturalmente. Em outros casos, todos os embriões podem se desenvolver, gerando uma gestação de dois ou mais gêmeos dizigóticos. Um aumento de casos também pode ser observado em mulheres que possuem gêmeos na família, já que presume-se que ela possua uma predisposição para liberar 2 ovócitos de uma vez, devido a uma herança ligada ao cromossomo X. Também já foi comprovado que mulheres negras são mais propensas a gerar gêmeos do que as asiáticas.

Os gêmeos podem ainda ser xifópagos ou siameses, que são formados a partir de um mesmo ovócito fecundado. Neste caso, porém, devido a uma divisão incompleta do óvulo já fertilizado – o que ocorre na maioria das vezes – os gêmeos acabam nascendo ligados por alguma parte do corpo.

E aí, pronto (a) para detonar nesse assunto?

Crédito: Reprodução

Fonte: Fiocruz, Fiocruz II, UFMG.


 

Fique ligado! Questões sobre este assunto podem aparecer no ENEM e demais vestibulares. Veja abaixo uma questão que já apareceu na prova:

Os gêmeos sempre exerceram um fascínio para a maioria das pessoas, principalmente os monozigóticos ou idênticos. Parte desse interesse está relacionada ao fato de que esses indivíduos representam a manifestação natural que mais se aproxima da clonagem na espécie humana.

O mecanismo que está associado com a formação dos indivíduos citados é a

a) divisão do feto em gestação em dois indivíduos separados.    

b) divisão do embrião em dois grupos celulares independentes.   

c) fecundação de um óvulo por dois espermatozoides diferentes.   

d) ocorrência de duas fecundações simultâneas no útero materno.   

e) fertilização sucessiva de dois óvulos por apenas um espermatozoide.   

 

 

Resposta: alternativa b. A formação dos gêmeos monozigóticos ou idênticos envolve a divisão do embrião em dois, ou mais, grupos celulares independentes. Esses grupos separados darão origem a indivíduos geneticamente idênticos e sempre do mesmo sexo.




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