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Por que amamos as músicas da nossa adolescência?

23 de Novembro de 2018

Mesmo que nossos gostos e preferências mudem ao longo dos anos, uma coisa não sai da nossa cabeça quando o assunto é música: aquelas trilhas sonoras bem grudentas e pegajosas que não fazemos ideia do porquê ainda sabemos de cor. Quer entender o motivo disso? Entenda a química do nosso cérebro no Blog!

A gente muda com o tempo. Se hoje gostamos de alguma coisa, amanhã isso talvez não fará mais sentido. Nossos gostos e preferências continuarão mudando na medida que o tempo passa. No entanto, sempre tem aquela coisa que não sai da nossa cabeça, sobretudo quando falamos de música: aquelas pegajosas ou daquelas bandas bem ruins que não fazemos a mínima ideia do porquê gostamos... E apesar delas serem tão ruins, ainda acreditamos que elas são muito boas depois de anos.

Química do cerébro ajuda a entender o porquê unimos memórias a músicas. Foto: Autor desconhecido.

Para entender esta contradição, é preciso olhar profundamente o assunto e a química do nosso cérebro pode ajudar. Neurocientistas e psicólogos parecem ter encontrado a resposta para isto ao observar que estas músicas que nos tocaram quando jovens apresentam um apelo emocional desproporcionalmente grande comparado àquelas que iremos descobrir quando mais velhos.

Nostalgia musical não é apenas um fenômeno cultural, mas tem base fisiológica e até um nome: comando neural. Este processo é relativamente novo. Na década de 50, alguns pesquisadores encontraram evidências de que um neurônio ou um grupo com poucas células nervosas são capazes de centralizar as tomadas de ação exteriores e são estes neurônios que criariam a realidade que vivemos.

Mas antes, vamos voltar para a música e como ela afeta o nosso cérebro. Além do amor e as drogas, nada é mais poderoso para criar emoções em um ser humano do que a música. A música é baseada em ritmo e harmonia e isto facilita o trabalho do nosso cérebro. Músicas podem ser dançadas ou as canções podem nos emocionar pela história que contam. Assim, a nossa relação com a música é capaz de disparar em nosso cérebro uma infinidade de moléculas responsáveis pela sensação do bem-estar. Porém isto não é tudo, estas moléculas também ajudam no processo de memorização. Desta forma, a música é muito poderosa e dá recompensas satisfatórias para o nosso cérebro através de uma descarga de dopamina, serotonina, oxitocina e outros neurotransmissores que nos fazem sentir bem.

As idades que compreendem o nosso 12º e 22º ano de vida são as formadoras especiais do nosso cérebro. Nesta época há um rápido desenvolvimento dos neurônios, que começam a fazer diversas conexões que ao fim deste período vão desacelerar. Além disso, é nesta época que as pessoas começam a ganhar sua independência social, começam a descobrir coisas por conta própria e a criar vínculos. E a música tem um papel muito importante neste desenvolvimento. Através da música fazemos amizades, conhecemos coisas que nós mesmos descobrimos e isto aumenta a satisfação que vai perdurar para o resto das nossas vidas.

Esta função incrível que a música tem na formação do nosso cérebro pode ser vista no livro 'A música no seu cérebro - A Ciência de uma obsessão humana', do autor Daniel Levitin.




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